Um Casamento e quatro funerais
quinta-feira, 2 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
A volta a mundo por 800 euros para chegar a Buenos Aires.
As coisas parecem
estar mais calmas. Digo parecem, porque estamos no mato. É verdade que não há
barulho. Mas desde de quando estar no mato e não ouvir o que seja é uma coisa
boa? É que pelo menos quando há barulho, sabemos de onde eles vêm.
Mesmo assim, é
aproveitar esta pausa de paz, que até faz lembrar o Natal, para ir ultimando
todos os detalhes. Ontem eu e a
Margarida criamos um mapa mental online com tudo o que temos de tratar. E os
assuntos parecem ratos a sair pelos bueiros em dia
de dilúvio. Minha nossa
Senhora. Perdi a noção se temos tempo ou não para tratar de tudo.
É como perder o
raciocínio antes do choque. Só temos tempo de levar as mãos à cabeça por reflexo
incondicionado.
E quantas vezes
as levamos à cabeça na procura de uma solução que tivesse o mínimo de lógica
fosse ela comercial e geográfica para chegar a Buenos Aires?
Mas não. Entre a
TAP nos dar coisas para 3000 euros com paragens em São Paulo e Rio, já um
direto a partir de Miami custa 1400 euros. A partir de Londres dois mil e tal.
Mas está tudo doido?
Mas
geograficamente a coisa não melhora. Afinal de Londres, passo em Madrid.
Estando nós nos
Açores far ir a do﷽﷽es farl de Londres,
passo em Madrid.
equiser de Londres dois mil e tal. Mas estassuntos parecem ratos a sair por
boeiá sentido ir para os
lados da Europa para dar um passo doble para as Américas? São 3 horas até
Madrid, que parece ser o principal hub europeu para a Argentina, para voltar
essas mesmas 3 horas para trás, voltando ao ponto de partida, mais coisa, menos
coisa: Açores. São seis horas de vida perdidas em nada.
Seria de imaginar
que a SATA fosse a nossa salvação, pois tem múltiplos voos para as Américas.
Puro engano. São voos enganchados uns nos outros. Voam para Washington, mas
passas por Boston. Voam para Nova York, mas passa por Boston. Há voos de Boston
para Buenos Aires? Sem escalas não há.
Então e se formos
de SATA até Salvador da Baia por 499 euros, que é a mais de meio caminho, e
depois vamos de Salvador para Buenos Aires?
Que grande ideia
no sentido geográfico, que estupidez de ideia pensar que existiria um voo sem
escalas a partir de Salvador e que estupidez pensar que alguma vez faria
sentido comercial. São mil e tal euros para um voo de 21 horas, pois paramos em
São Paulo.
Ou seja, chegar a
Buenos Aires sem perder de forma inútil 6 horas, ou sem perder uns 6 mil euros é
impossível. Venha Tutankhamun e escolha.
Foi assim que o
Egito passou a ser uma credível hipótese. 500 euros, sem escalas e estamos lá.
Mas a Argentina é
que era. Por isso, se souberem de alguém que possa emprestar um jato privado,
ou que vá para aqueles lados a 8 de Outubro, por favor digam-nos qualquer
coisinha. A partir dos Açores, ok?
Nunca pensei que uma das coisas que mais desse trabalho fossem as passagens de avião! as das minhas irmãs, as nossas para a lua de mel... 30 minutos ao telefone com a Sata!! Que nervos!! E ainda assim não temos as nossas para Lisboa porque ainda não decidimos o destino...
O vestido já está a ser feito, os sapatos encomendados e as flores alinhavadas.
O mapa mental está feito (espero que não nos lembremos de muitas mais coisas!).
Mas ainda há tanto por fazer... =S
O vestido já está a ser feito, os sapatos encomendados e as flores alinhavadas.
O mapa mental está feito (espero que não nos lembremos de muitas mais coisas!).
Mas ainda há tanto por fazer... =S
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Se tudo fosse fácil como ir ao notório e casar não tinha a mesma graça.
A ida da
Frederica, a filha da Margarida e minha por empréstimo, para Lisboa teve
efeitos que não estaríamos à espera. Pois o espaço que tivemos para pensar e
refletir foi ocupado com a noção que nos queríamos casar.
Não no sentido
cristão, Deus é porreiro quando rega a horta e pouco mais, nem no sentido
pagão. Uma das primeiras decisões foi não ter um casamento gigante. Daqueles
que implicam um enorme dispêndio de energia e dinheiro para termos 200 pessoas
na boda, estando com todos, mas definitivamente não estando com ninguém.
Sendo que numa altura
como estas, menos equacionável ainda do ponto de vista financeiro. Não há
dinheiro nem energia para construir uma memória distante.
A energia está
toda ela concentrada em trabalhar para garantir o nosso sustento.
Daí a chegarmos a
uma lista de 12,5 pessoas, num dia construído para nós. Não para a família ou
amigos. Para nós.
A Margarida
queria muito casar em Lisboa, cidade que a viu nascer e que me viu crescer. Mas
foi em Ponta Delgada, aquela em que eu nasci que decidimos casar.
Mas para não ser
exatamente nem cá, nem lá, decidimos que seria num barco, o qual nos levaria a
ver o por do sol, seguindo-se uma refeição confecionada pelo meu irmão Daniel e
a irmã da Margarida, a Mariana. Ambos fervorosos apaixonados pela cozinha.
Arranjamos uma
cor, o cor de rosa e um conceito: a vida é cor de rosa.
Depois veio o
pedido da mão noiva ao Pai, num momento que cheirou a Cosa Nostra. Contudo, não
acordei com a cabeça de cavalo na cama, mas sim com a mão da noiva e todo o
resto, ao meu lado, livre e desimpedida para casar.
Depois foram os
telefonemas aos diretamente envolvidos.
Mais coisa, menos
coisa, foi assim que tudo começou.
Como vai acabar,
continua uma incógnita.
No meio de toda a palhaçada, basicamente o casamento não é
nada mais do que uma convenção… pelo menos para os outros! Eu e o Luis decidimos casar porque sim, dia 6
de outubro, porque sim, num barco, porque sim, e que limitaríamos a festa ao
máximo porque sim!
Basicamente estávamos com tempo para pensar e decidimos…
A treta das festas de todos os formatos e feitios foram
pensadas e chegámos à conclusão que preferíamos ter não sei quantos
“casamentos” ou festas de casamento a ter 200 pessoas com quem teríamos de
dividir a nossa atenção em apenas algumas horas.
Claro que, tal como já prevíamos rebentou a guerra e fomos bombardeados por todos os lados! (Tanto que a minha mãe nem me deu os parabéns!)
A Maria disse-me! (Minha querida Maria que tanto me tem ajudado em coisas tão pequeninas e tão importantes!) Parece que é tudo normal... as reações são as esperadas para a notícia do meu casamento.
E segundo consta, parece que se diz muitas vezes "já não quero casar" até ao grande dia.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Qual será o primeiro a cair?
Só uma destas
cinco cerimónias está garantida; o casamento a 6 de Outubro de 2012. Quanto a
funerais, não queremos um, dois, três, muito menos queremos quatro. Porém,
mortes já foram usadas como forma de pressão para que eu e a Margarida
alteremos o conceito do nosso casamento.
Ainda faltam dois
meses, e como tal temos que tratar de muitas coisas, mesmo assim não é por aí
que tenho esperança que a pressão abrande.
O que possa
talvez escapar a algumas formas de pressão é que tanto eu como a Margarida,
para além de apaixonados, estamos decididos e somos consistentes. E não vamos
ter o casamento que outros acham que devíamos ter, mas sim o que nós queremos
ter.
A grande dúvida é
mesmo só ver quem o primeiro a cair.
É entre esta
enorme dúvida e muitas incertezas que este blog se irá situar.
No fim, já sei,
vamos todos nos rir. Família, amigos e noivos.
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