As coisas parecem
estar mais calmas. Digo parecem, porque estamos no mato. É verdade que não há
barulho. Mas desde de quando estar no mato e não ouvir o que seja é uma coisa
boa? É que pelo menos quando há barulho, sabemos de onde eles vêm.
Mesmo assim, é
aproveitar esta pausa de paz, que até faz lembrar o Natal, para ir ultimando
todos os detalhes. Ontem eu e a
Margarida criamos um mapa mental online com tudo o que temos de tratar. E os
assuntos parecem ratos a sair pelos bueiros em dia
de dilúvio. Minha nossa
Senhora. Perdi a noção se temos tempo ou não para tratar de tudo.
É como perder o
raciocínio antes do choque. Só temos tempo de levar as mãos à cabeça por reflexo
incondicionado.
E quantas vezes
as levamos à cabeça na procura de uma solução que tivesse o mínimo de lógica
fosse ela comercial e geográfica para chegar a Buenos Aires?
Mas não. Entre a
TAP nos dar coisas para 3000 euros com paragens em São Paulo e Rio, já um
direto a partir de Miami custa 1400 euros. A partir de Londres dois mil e tal.
Mas está tudo doido?
Mas
geograficamente a coisa não melhora. Afinal de Londres, passo em Madrid.
Estando nós nos
Açores far
á sentido ir para os
lados da Europa para dar um passo doble para as Américas? São 3 horas até
Madrid, que parece ser o principal hub europeu para a Argentina, para voltar
essas mesmas 3 horas para trás, voltando ao ponto de partida, mais coisa, menos
coisa: Açores. São seis horas de vida perdidas em nada.
Seria de imaginar
que a SATA fosse a nossa salvação, pois tem múltiplos voos para as Américas.
Puro engano. São voos enganchados uns nos outros. Voam para Washington, mas
passas por Boston. Voam para Nova York, mas passa por Boston. Há voos de Boston
para Buenos Aires? Sem escalas não há.
Então e se formos
de SATA até Salvador da Baia por 499 euros, que é a mais de meio caminho, e
depois vamos de Salvador para Buenos Aires?
Que grande ideia
no sentido geográfico, que estupidez de ideia pensar que existiria um voo sem
escalas a partir de Salvador e que estupidez pensar que alguma vez faria
sentido comercial. São mil e tal euros para um voo de 21 horas, pois paramos em
São Paulo.
Ou seja, chegar a
Buenos Aires sem perder de forma inútil 6 horas, ou sem perder uns 6 mil euros é
impossível. Venha Tutankhamun e escolha.
Foi assim que o
Egito passou a ser uma credível hipótese. 500 euros, sem escalas e estamos lá.
Mas a Argentina é
que era. Por isso, se souberem de alguém que possa emprestar um jato privado,
ou que vá para aqueles lados a 8 de Outubro, por favor digam-nos qualquer
coisinha. A partir dos Açores, ok?
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