quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A volta a mundo por 800 euros para chegar a Buenos Aires.


As coisas parecem estar mais calmas. Digo parecem, porque estamos no mato. É verdade que não há barulho. Mas desde de quando estar no mato e não ouvir o que seja é uma coisa boa? É que pelo menos quando há barulho, sabemos de onde eles vêm.
Mesmo assim, é aproveitar esta pausa de paz, que até faz lembrar o Natal, para ir ultimando todos os detalhes. Ontem eu e a Margarida criamos um mapa mental online com tudo o que temos de tratar. E os assuntos parecem ratos a sair pelos bueiros em dia 
de dilúvio. Minha nossa Senhora. Perdi a noção se temos tempo ou não para tratar de tudo.
É como perder o raciocínio antes do choque. Só temos tempo de levar as mãos à cabeça por reflexo incondicionado.
E quantas vezes as levamos à cabeça na procura de uma solução que tivesse o mínimo de lógica fosse ela comercial e geográfica para chegar a Buenos Aires?
Mas não. Entre a TAP nos dar coisas para 3000 euros com paragens em São Paulo e Rio, já um direto a partir de Miami custa 1400 euros. A partir de Londres dois mil e tal. Mas está tudo doido?
Mas geograficamente a coisa não melhora. Afinal de Londres, passo em Madrid.
Estando nós nos Açores far ir a do﷽﷽es farl de Londres, passo em Madrid.
equiser de Londres dois mil e tal. Mas estassuntos parecem ratos a sair por boeiá sentido ir para os lados da Europa para dar um passo doble para as Américas? São 3 horas até Madrid, que parece ser o principal hub europeu para a Argentina, para voltar essas mesmas 3 horas para trás, voltando ao ponto de partida, mais coisa, menos coisa: Açores. São seis horas de vida perdidas em nada.
Seria de imaginar que a SATA fosse a nossa salvação, pois tem múltiplos voos para as Américas. Puro engano. São voos enganchados uns nos outros. Voam para Washington, mas passas por Boston. Voam para Nova York, mas passa por Boston. Há voos de Boston para Buenos Aires? Sem escalas não há.
Então e se formos de SATA até Salvador da Baia por 499 euros, que é a mais de meio caminho, e depois vamos de Salvador para Buenos Aires?
Que grande ideia no sentido geográfico, que estupidez de ideia pensar que existiria um voo sem escalas a partir de Salvador e que estupidez pensar que alguma vez faria sentido comercial. São mil e tal euros para um voo de 21 horas, pois paramos em São Paulo.
Ou seja, chegar a Buenos Aires sem perder de forma inútil 6 horas, ou sem perder uns 6 mil euros é impossível. Venha Tutankhamun e escolha.
Foi assim que o Egito passou a ser uma credível hipótese. 500 euros, sem escalas e estamos lá.
Mas a Argentina é que era. Por isso, se souberem de alguém que possa emprestar um jato privado, ou que vá para aqueles lados a 8 de Outubro, por favor digam-nos qualquer coisinha. A partir dos Açores, ok?
Nunca pensei que uma das coisas que mais desse trabalho fossem as passagens de avião! as das minhas irmãs, as nossas para a lua de mel... 30 minutos ao telefone com a Sata!! Que nervos!! E ainda assim não temos as nossas para Lisboa porque ainda não decidimos o destino...

O vestido já está a ser feito, os sapatos encomendados e as flores alinhavadas.

O mapa mental está feito (espero que não nos lembremos de muitas mais coisas!).

Mas ainda há tanto por fazer... =S

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Se tudo fosse fácil como ir ao notório e casar não tinha a mesma graça.


A ida da Frederica, a filha da Margarida e minha por empréstimo, para Lisboa teve efeitos que não estaríamos à espera. Pois o espaço que tivemos para pensar e refletir foi ocupado com a noção que nos queríamos casar.
Não no sentido cristão, Deus é porreiro quando rega a horta e pouco mais, nem no sentido pagão. Uma das primeiras decisões foi não ter um casamento gigante. Daqueles que implicam um enorme dispêndio de energia e dinheiro para termos 200 pessoas na boda, estando com todos, mas definitivamente não estando com ninguém.
Sendo que numa altura como estas, menos equacionável ainda do ponto de vista financeiro. Não há dinheiro nem energia para construir uma memória distante.
A energia está toda ela concentrada em trabalhar para garantir o nosso sustento.
Daí a chegarmos a uma lista de 12,5 pessoas, num dia construído para nós. Não para a família ou amigos. Para nós.
A Margarida queria muito casar em Lisboa, cidade que a viu nascer e que me viu crescer. Mas foi em Ponta Delgada, aquela em que eu nasci que decidimos casar.
Mas para não ser exatamente nem cá, nem lá, decidimos que seria num barco, o qual nos levaria a ver o por do sol, seguindo-se uma refeição confecionada pelo meu irmão Daniel e a irmã da Margarida, a Mariana. Ambos fervorosos apaixonados pela cozinha.
Arranjamos uma cor, o cor de rosa e um conceito: a vida é cor de rosa.
Depois veio o pedido da mão noiva ao Pai, num momento que cheirou a Cosa Nostra. Contudo, não acordei com a cabeça de cavalo na cama, mas sim com a mão da noiva e todo o resto, ao meu lado, livre e desimpedida para casar.
Depois foram os telefonemas aos diretamente envolvidos.
Mais coisa, menos coisa, foi assim que tudo começou.
Como vai acabar, continua uma incógnita.

No meio de toda a palhaçada, basicamente o casamento não é nada mais do que uma convenção… pelo menos para os outros!  Eu e o Luis decidimos casar porque sim, dia 6 de outubro, porque sim, num barco, porque sim, e que limitaríamos a festa ao máximo porque sim!
Basicamente estávamos com tempo para pensar e decidimos…
A treta das festas de todos os formatos e feitios foram pensadas e chegámos à conclusão que preferíamos ter não sei quantos “casamentos” ou festas de casamento a ter 200 pessoas com quem teríamos de dividir a nossa atenção em apenas algumas horas.
Claro que, tal como já prevíamos rebentou a guerra e fomos bombardeados por todos os lados! (Tanto que a minha mãe nem me deu os parabéns!)
A Maria disse-me! (Minha querida Maria que tanto me tem ajudado em coisas tão pequeninas e tão importantes!) Parece que é tudo normal... as reações são as esperadas para a notícia do meu casamento.

E segundo consta, parece que se diz muitas vezes "já não quero casar" até ao grande dia. 

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Qual será o primeiro a cair?


Só uma destas cinco cerimónias está garantida; o casamento a 6 de Outubro de 2012. Quanto a funerais, não queremos um, dois, três, muito menos queremos quatro. Porém, mortes já foram usadas como forma de pressão para que eu e a Margarida alteremos o conceito do nosso casamento.
Ainda faltam dois meses, e como tal temos que tratar de muitas coisas, mesmo assim não é por aí que tenho esperança que a pressão abrande.
O que possa talvez escapar a algumas formas de pressão é que tanto eu como a Margarida, para além de apaixonados, estamos decididos e somos consistentes. E não vamos ter o casamento que outros acham que devíamos ter, mas sim o que nós queremos ter.
A grande dúvida é mesmo só ver quem o primeiro a cair.
É entre esta enorme dúvida e muitas incertezas que este blog se irá situar.
No fim, já sei, vamos todos nos rir. Família, amigos e noivos.